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SPEECHES AND VIDEOS |
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| Prof. Moacir Gadotti
INSTITUTO PAULO FREIRE Conferencia en Internet sobre Etica Global, Desarrollo Sostenible y la Carta de la Tierra Noviembre 1999 View video: RealVideo Estou muito feliz no ato de poder participar desta conferencia virtual e me colocar a disposição de estudantes, professores e pessoas interessadas para depois responder a perguntas e trocar ideias fazer de forma interativa um diálogo sobre a Carta da Terra. Nos aqui no Instituto Paulo Freire, estamos centrando a nossa contribuição a este grande movimento pela Carta da Terra no tema da 'educação'. Porque entendemos que se não houver uma educação, se este processo da Carta da Terra não se transformar num processo politico pedagógico que faça crescer no planeta a consciência planetária, a cidadania planetária, a consciência ecológica, de nada adiantarão as declarações. Então nós estamos trabalhando a partir da demanda dos povos das nações, no Brasil, na América Latina e em particularmente, mais como o Instituto Paulo Freire tem sede em outros países também nos colocamos a disposição também de outros países. O que pretendemos com isto? Nos pretendemos difundir, agregar pessoas a este movimento para que ele se constitua também no novo paradigma. O novo paradigma que parte do principio de que a terra é uma única comunidade e que nos, os filhos desta terra, nos sintamos bem, em harmonia com esta mãe terra, como cidadãos de um único território. E assim nos transformando em cidadãos que não precisam de passaporte para ir de um pais para outro. Então esta noção de cidadania que nos agregamos ao tema da Carta da Terra. Por isto nos temos uma serie de atividades, realizamos por exemplo, com o patrocínio do Conselho da Terra e da UNESCO, em agosto de 1999, uma conferencia internacional sobre a Carta da Terra na perspectiva da educação. Para qual vieram representantes de mais de vinte países, não somente da América Latina. Estes apresentaram mais de 80 trabalhos, o que significa que quando nos apelamos para a participação, organizamos esta participação, nos temos como resultado o envolvimento de muitas pessoas. Porque a Carta da Terra pode se transformar num documento fundamental que agregue também os Direitos Humanos, os direitos dos humanos ao lado dos direitos planetários. Todos, não somente educadores, são educadores na medida em que se formam em contato um com outro tomando consciência do seu meio ambiente e estando se comprometendo com esta ética global. A ética, vem do Latim e do Grego, Ethos e Etos. Em grego significa a casa, a moradia, lugar de aconchego, um refugio onde nos humanos vamos e nos desarmamos, nos tiramos as armas do dia a dia, depois de um dia de luta, de trabalho. Deixamos os nossos uniformes e nos sentimos bem. Então a ética é esta casa, que nos precisamos cultivar, este espaço externo. E Ethos, e étos no Grego (um pouco mais tarde) significava o espaço interno, o espaço da reflexão, é o espaço do aconchego, do pertencimento a uma comunidade, é a busca de uma identidade dentro de uma certa comunidade. De um lado a ética global trata da casa interna, portanto do nosso planeta. E por outro lado trata do nosso planeta interno, sempre inacabado, sempre se formando ao lado do outro, junto com outro. A ética é uma arte, a arte da convivência de um com outro. O que nos trabalhamos muito aqui no Instituto Paulo Freire, é claro, levando para frente o legado do Paulo Freire, reinventando Paulo Freire (como ele mesmo nos pediu que fizesse), nos elaboramos, a partir do legado dele uma proposta de Eco pedagogia, e Eco também significa casa. Esta pedagogia da sustentabilidade para criar uma cultura da sustentabilidade, esta pedagogia é parte do cotidiano. Esta pedagogia busca sensibilizar as pessoas, formar-las para tomar consciência do cotidiano, para que cada ato do cotidiano seja vivido com o sentido pleno. Ética, cidadania e cultura da sustentabilidade devem estar juntos. A sustentabilidade, a planetariedade, são categorias fundamentais de uma pedagogia do futuro. E a Carta da Terra para nos serve como um instrumento neste poderoso processo de empoderamento que nos precisamos construir para termos um so povo, uma so nação no planeta. Onde todos os seus cidadãos possam viver com justiça e eqüidade, e possam se sentir felizes. Possam construir o seu projeto de vida. E para isto que serve este trabalho que nos estamos fazendo em Eco pedagogia. A Eco pedagogia, seria uma pedagogia apropriada ao Movimento da Carta da Terra. Foi assim que os educadores reunidos em agosto deste ano, desenvolvendo um extenso programa procuraram definir os seus compromissos. Uma agenda de compromissos que leve esta ideia para frente, a ideia de uma ética planetária, de uma ética global e que pode estar inscrita nesta Carta da Terra. A Carta da Terra, deve de certa forma que contemplar os desejos mais bonitos dos seres humanos que vivem neste planeta. E talvez o desejo mais profundo da humanidade hoje, na crise da ética, na crise de valores, na crise de paradigmas, seja criar uma sociedade solidária. Seja criar uma cultura da paz. Uma paz que so se sustenta com a justiça social, econômica, politica, uma paz duradoura, é o que a gente espera do movimento pela Carta da Terra. E o que o Instituto Paulo Freire, fiel ao legado Paulo Freire, espera que possamos fazer daqui para frente. Agora eu me coloco a disposição e outros membros também do IPF, para iniciarmos um dialogo. Obrigado. |
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